10 de janeiro de 2007
19 de dezembro de 2006
Mãos que cantam
O acaso teima em atravessar-nos no caminho experiências fantásticas e encontros únicos. Há tempos encaminhou-nos para a Beira Baixa, mais propriamente para a Zebreira, uma localidade do concelho de Idanha-a-Nova. Pelo caminho fomos parando aqui e ali, recolhendo histórias e vidas. Encontrámos mulheres que cantam como poucas e que ainda são capazes de encontrar na memória canções magníficas, daquelas que arrepiam… sabem como é?Curioso é o facto de não conseguirem cantar sem acompanhamento rítmico. Quando lhes pedimos para cantar e não têm um adufe à mão, dizem: “Mas cantar… como? Assim… sem adufe?” Então socorrem-se de qualquer coisa para produzir ritmo: uma garrafa de água, uma mesa que esteja próxima ou o próprio corpo.
Esta associação canto-ritmo resultou numa experiência profundamente enriquecedora. Encontrámos mestras que nos ensinaram os diferentes toques de adufe e as diferenças existentes entre eles. Do fundo do coração, obrigado. Ou, como se diz na Beira Alta, “bem-hajam”. Retribuir é uma obrigação: dia 6 de Janeiro, dia de Reis, estreará “Mãos que cantam” um espectáculo que reunirá as mulheres do Saca-Sons (grupo de mulheres da Zebreira, concelho de Idanha-a-Nova,) e Chuchurumel; ensejo para cruzar sons, vidas e canções.
17 de dezembro de 2006
Olha! Estamos cá!

É sempre (ou quase sempre) assim: jantar e depois voltar ao local do concerto para afinar, verificar que tudo está a funcionar devidamente (há máquinas temperamentais) e esperar pelo som que o André dispara da mesa. Será o momento de fazer levantar o Tapete Voador. No caminho recebemos a informação. "Olha! Estamos cá!"
Street music

Andava pela rua e abeirava-se das esplanadas. (Roma permite-se ter esplanadas em Dezembro.) Dei-lhe uma moeda. (Temos de apoiar os colegas.) Guardou-a na mão direita, juntamente com outras que já transportava bem apertadas. Reparei então na sua técnica: mão fechada para guardar as moedas e três dedos para percorrer devagar o teclado decrépito. A melodia repetia-se insistentemente em frases curtas. Philip Glass, está aí?
23 de novembro de 2006
GUARDA: paixão e utopia | 26 e 27 de Novembro, 21:30 | Teatro Municipal da Guarda

Espectáculo sobre o imaginário guardense com a participação de várias colectividades do concelho da Guarda. A acção decorre na Feira de S. João e aborda, em tom cómico, diversos factos históricos. D. Sancho I, a Ribeirinha, anjo da Guarda, Chamisso, D. Pedro e Libaninha são algumas das personagens deste enredo que celebra o 807º aniversário da Guarda. “Guarda: Paixão e Utopia” é um espectáculo festivo e alegórico baseado em factos reais e lendas que envolvem a cidade mais alta.
texto: António Godinho, Américo Rodrigues e Honorato Esteves
coordenação geral do espectáculo: Américo Rodrigues
direcção artística: José Rui Martins
direcção musical: César Prata
direcção técnica: Alberto Lopes
figurinos: José Rosa
cenografia e adereços Victor Sá Machado e Margarida Sá Machado
28 de junho de 2006
27 de junho de 2006
Concerto
Palco
26 de junho de 2006
escad[L]as
9 de maio de 2006
7 de maio de 2006
6 de maio de 2006
"EuroCeltas, mas felizes"

Não se sabe muito bem se curtiam músicas do mundo ou "new age" (mais ambiental). Para todos os efeitos, aqui fica a receita: pega-se numa gaita-de-fole, num violino a dar pró loopado, numa bateria com bastantes pratos e martelada qb. Depois basta juntar umas palminhas, de preferância a tempo. Um cheirinho de cordas e... voilá. Mistura-se tudo muito bem e leva-se ao micro-ondas. (Sim, porque segundo os investigadores mais empenhados - os mesmos que lhes estudaram os compassos e as melodias - os Celtas já usavam uma espécie de micro-ondas).
Cá por mim, para dizer a verdade, prefiro a música dos Lusitanos. O Viriato mandou-me um cd no outro dia e é mesmo boa onda. Se quiserem posso gravar, porque ele não se preocupa com os direitos de autor, nem tão pouco está inscrito na SPA.
24 de abril de 2006
20 de abril de 2006
Marafona da Santa Cruz

Foi a Ti Maria Oliveira que a fez. Juntamente com a marafona entrega um papelinho que diz assim:
Boneca de trapos feita a partir de uma cruz. Simboliza a Deusa Maia, Deusa da fecundidade. Não tem olhos para não ver e boca para não falar, porque é deitada na cama dos noivos na noite de núpcias, para dar sorte. Deitada em cima das camas, nos dias de grandes trovoadas, afasta-as.
19 de abril de 2006
Catarina Sargento - Ti Chitas

Passear por Penha Garcia, subir ao castelo, descansar os olhos nos moinhos e passar à porta da Ti Chitas, o nº 4 de uma casa branca, baixinha. Ouvir as memórias das mulheres, sentir as pedras debaixo dos pés e comprar uma marafona à Ti Maria Oliveira. Ouvir um AH!, consolado. Olhar à volta... Não há ninguém!... Ah!... Veio da alma.
15 de abril de 2006
Em vias de extinção
4 de abril de 2006
Companhia
3 de abril de 2006
Salva-vidas
2 de abril de 2006
Calor da noite
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