28 de maio de 2008

Eu queria encontrar aqui ainda a terra



Passado quase meio ano sobre a data prevista para a estreia, ela vai acontecer. A arreliadora fractura do pé do actor Paulo Calatré, ocorrida num dos últimos ensaios do longínquo mês de Novembro de 2007, já está ultrapassada e eis que a peça sobe à cena nos dias 28, 29 e 30 de Maio, pelas 21:30, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda.


"Um texto original, dois autores, três cenas, seis personagens e dois actores. Queria dar ao público a sensação de estar a assistir a três espectáculos numa mesma sessão. Forcei o conflito e arranquei o invisível no texto criando uma trilogia, mas sem perder a ligação entre as três cenas. O espaço cénico, quase instalação, reforça o espaço de memória e combina os três momentos. Os elementos viajam e cruzam-se entre si. Lugar de memória que deixa rastos e que, por vezes, pode perturbar pela sua presença. Memórias. Os homens e a Arte. A recusa da lógica.
Começamos com a viagem de Eduardo Lourenço e Vergílio Ferreira, à nossa maneira, nas suas memórias ligadas à Guarda. Depois as gárgulas, tiradas da Sé, são as guardiãs da biblioteca dos autores e do saber humano. Teatro dentro do teatro - o mundo é um fingimento. E, por fim, um duelo entre a lógica e a libertação espiritual, entre um professor e uma escritora-marioneta-homem. O Oriente e o Ocidente em combate.
Será a lógica uma maçã que se come?"

Luciano Amarelo

Texto: António Godinho e manuel a. domingos
Encenação, cenografia e figurinos: Luciano Amarelo
Elenco: Pedro Frias e Paulo Calatré
Música original: César Prata
Desenho de luz: Davide da Costa
Produção Projéc~

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